quem sou eu

Simples, complexo e único.
Um plano diferente de Deus.
Belo, poeta e conciso. (Prolixo quando necessário.)
Amado, amante e amigo.
Pseudo-filósofo, aspirante a psicólogo, possível escritor, futuro poliglota e, quem sabe, algo mais.
Só Pedro. Mesmo!

 

 

 

 

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quinta-feira, setembro 29, 2005

Tá bom, eu é que sou pirado...

Quando eu falo que olho pro nada e acho graça, nego pensa que eu sou maluco. Também, mas certamente não é só isso! Eu rio porque a vida é engraçada. Vê só:
Estava eu muito tranquilo no 37(não tão tranquilo porque era prova e eu não sabia muita coisa), quando um sujeito figura atendeu o celular no banco atrás de mim:
-Fala. Oi? Fala mais alto, doido, tá dando pra ouvir direito não(e disse isso tornando seu tom de voz audível em todo o ônibus). É o que? Não, tô indo pro colégio já. Saionara tem a chave pô! Tem sim, doido. Homi, dá pra voltar não porque eu tô quase no Shopping já, passando aqui em Neópolis. Eu num disse a tu que não trancasse essa porta desse banheiro, me'irmão? Agora lascou-se doido! Já disse que não dá, minha aula começa de seis hora, doido. Te vira aí, arromba essa porra. Não, reiou-se, eu disse a tu que não trancasse essa porta!! Dá teu jeito, doido, esse homi vai inventar de fechar essa porta. Nan... arromba aí. Agora lascou mermo; a culpa é minha é? Agora eu vi mermo... Arromba essa porra aí, dá teu jeito, te vira aí, doido! Certo, certo. Valeu intão.
-x-
Ainda digerindo intelectualmente as cômicas palavras do estranho, fui entrando na sala do inglês, e, para minha grata surpresa, nada de prova. Minha cabeça ainda ria e um cheiro um pouco estranho mas suportável pairava no ar. Regina, que está grávida, ao chegar sentiu o mesmo cheiro, porém sendo menos discreta:
-Professora, que cheiro é esse? Acho que vou vomitar- disse isso e veio sentar do meu lado.
Então eu pensei(talvez tenha pensado em voz alta, mas na hora não me flagrei):
-Vira essa boca pro outro lado.
Alguém disse:
-Parece que é cheiro de peixe...
-Pelo aroma é piaba, conheço de longe- disse Rodolfo(provacando algumas risadas, obviamente)
-Parece que tá vindo aqui do ar condicionado.
-Ar, que que tu almoçou hoje?-questionou uma voz não identificada.
-Se for mermo piaba pode ter vindo com a chuva- e mais algumas risadas.
Aos poucos esse assunto foi sendo esquecido.
Exercício vai, papo vem, Víctor pergunta:
-Regina, você tá grávida é?
-Tô, 3 meses- ela respondeu.
Então Rodolfo entra na conversa(a cada ele me parece uma figura mais... sei lá, folclórica):
-É do teu marido, é?
Crise de riso geral! Que pergunta...
-Claro!- ela disse meio sem entender a pergunta.
-Não, foi mal... Não me expressei direito... É que podia ser do namorado, né? Tanto caso por aí...
-Ah, tá- ela respondeu entendendo melhor.
Papo vai, exercício vem, Rodolfo volta a tecer comentários sobre o assunto:
-Eu num quero ter filho tão cedo, vice doido. Assim... se eu tivesse dinheiro eu até teria que eu dou valor demais a boizinho. É massa demais, homi; eu com uns 32 anos inda ia sair com meu filho, que ia ter lá pelos seus 16, pra tumar um'a. Tem um colega meu que é assim, o pai dele bem novinho ainda sai com ele pra tumar um'a de vez em quando. É massa demais, vice.(Que filosofia! Ele faz contábeis...)
-Tu gosta de beber, é?- foi a pergunta de Stéfanie, fazendo uma carinha meio estranha.
-Homi, é massa demais o cara tumar um'a só pra ficar no piloto automático. Eu só não gosto de ficar bebo-lixo, desse jogado pelo canto, caído no chão, aí também é demais né... Só um'a vez que eu fiquei assim. Tava lá na Fortaleza do Forró aí tumei até entupir. Sabe onde eu fui parar? Homi, quando eu acordei só vi que tava lá por trás dos banheiro, o braço todo cheio de lama, por cima dos mijo; deu nojo demais, vice. Nunca mais também! Agora eu bebo só pra ficar no piloto automático mermo, só pro cara ficar mais acordado assim, tá ligado? Ei, por falar nisso, doido, tu vai pra Aviões lá em Macaíba?
-Vai dar pr'eu ir não-lamentou Stéfanie-tem aula. Ai que ódio!
-Ihhhhhhhhh- Rodolfo deu uma risada bem sarcástica apontando pra ela e tapando a boca pra ser mais zoador- ei, segunda eu te conto a resenha então, vice. Perco nem a pau, doido!! Vai ser massa demais homi!
Pra surpresa de todos(ou pelo menos para a minha), Regina pergunta:
-Ei, tu sabe se vão vender entrada pros camarote?
Ao que Rodolfo prontamente responde:
-Vão. Tu vai é? Com esse menino aí?(Apontoando pra barriga dela.)
-Eu tava querendo ir, mas com essa barriga só se for pra ficar no camarote. No meio do povão com esse buxo, eu inda não tô doida não. É que eu ouvi dizer que as entrada pros camarote ia ser só pras peixada, os amigo de Otaviano e o povo da 98.
-Não; ia ser assim, tá ligado? Quando eu fui comprar minha senha semana passada, eu ouvi dizer que não iam vender camarote não, mas meu irmão foi comprar a dele ontem disse que tava vendendo camarote também.
-Homi, então eu acho que eu vou, vice. É bom demais um forrozinho.
-Podes crer, vice doido. Puta merda, é bom demais, homi!!!
-Ai que raiva não poder ir!-mais uma vez Stéfanie lamentando-se.
Logo em seguida mais um ihhh sarcástico de Rodolfo.
-Segunda eu conto a resenha a tu, vice.
-Não, tá certo, fique malhando mermo... Eu sei que vai ter alguma que tu num vai poder ir, aí eu dou o troco!
Então a paraense(eu sempre esqueço o nome dela) entrou na conversa:
-Ai, eu não sei como vocês conseguem gostar de forró...
Os protestos foram imediatos. Rodolfo foi o primeiro:
-Homi, tu é doida, é? É bom demais um forrozinho. Carai doido, não tem como o cara não gostar não!
-Nan, pois eu não gosto não.
-E tu gosta de que então?
-Prefiro um roquezinho, bem mais cultura...
-É o que homi?? Eu também curto um roquezinho assim, tá ligado? Mas só pra escutar em casa! O cara vai pra um show de roque, como é que o cara vai chegar na boizinha? Só oghhhh oghhh aghhh, quer ficar comigo? Assim é? Quem já viu isso? Forrozinho nem se compara. Show de roque o cara só arroxa se for conhecida mermo e olhe lá... Forró não, o cara chama pra dançar agarradinho assim, né não? É bom demais, me'irmão! Eu até escuto um roquezinho assim em casa, tá ligado? Um CPM 22, um negocinho assim, mas ir pra show de roque... Tu é doida é?
Ela então se defende:
-CPM? Isso lá é música boa? Eu gosto é de um negócio mais cultura: um Paralamas, Legião Urbana, Engenheiros do Hawaí...
-Vije doido, ainda é pior! Essa menina só curte aqueles roque muito lombra! Âââââââââ(imagine isso com ele olhando pra cima, os pulsos virados e fazendo cara de monga)... 'eu não bebo coca-cola, eu não como mac donalds'... Que porra é isso, homi? Isso é coisa pra doido! Prefiro meu nordeste mermo!!!(Disse isso batendo na veia pra ser mais enfático!)
E a discussão continuou até o fim da aula.
-X-
E pensar que tudo isso foi num dia normal. Depois eu é que sou o maluco da história...

quarta-feira, setembro 28, 2005

O trabalho infantil na realidade brasileira

A situação do Brasil é lamentável em diversos aspectos. Uma longa história de formação dessa sociedade através de processos de evolução(industrial, econômica e social) construiu uma realidade dupla. Enquanto por um lado o desenvolvimento proporciona facilidades para construção de um país melhor em vários sentidos, por outro provoca uma erosão no abismo já existente entre as diversas classes nacionais. Essa ambiguidade é ainda mais notória quando se contrastam as faces de um Brasil heterogêneo: enquanto o norte e o nordeste caminham a passos lentos e sofridos rumo a um desenvolvimento que parece utópico, as regiões industrializadas revelam um lado brasileiro mais próximo do almejado progresso.
A discrepância entre as realidades nacionais se traduz em fatores concretos como acesso à saúde, formação e informação. Essa realidade tem graves consequências que ferem os princípios humanos de liberdade, igualdade e fraternidade. A exploração do trabalho infantil é uma dessas consequências lastimáveis. Dizer que lugar de criança é na escola é simplesmente usar um clichê que não transforma a realidade. É preciso trabalhar de maneira mais eficaz por um Brasil melhor.
Quando uma criança chega ao hospital com um osso quebrado, é mais próprio ao médico que lhe preste socorro do que gastar precioso tempo questionando as causas do acidente. Nossa sociedade tem alguns "ossos quebrados". Mas questionar as causas que nos trouxeram até essa situação é uma medida ineficaz. Nem mesmo as bolsas concedidas pelo governo são suficiente. É necessário promover conscientização de toda a sociedade(pais e educadores, principalmente) e conclamar todo o povo a trabalhar junto. A construção de um mundo mais justo e igualitário certamente é um processo difícil, mas recompensador. E não pode haver ordem e progresso sem justiça e igualdade. Só assim teremos um país que segue o lema de sua bandeira.
---X---
*Quarta-feira monótona apesar dos papos cabeças no msn, resolvi vir aqui publicar minha redação do ENEM e desabafar um pouco sobre a prova. Não gostei muito da redação. Enrolei demais até chegar no tema propriamente dito e quando cheguei saí voado pra uma "solução", sem apresentar nada de prático e sendo bastante superficial apesar do jogo de palavras. A frase que está em itálico foi porque eu não coloquei na folha de resposta porque o tempo tava acabando e alguém tinha de ser sacrificado... Por um lado foi bom porque depois, revendo a prova, percebi que se tivesse escrito aquilo, estaria de certa forma contrariando as informações de um gráfico que a prova dava. Mas voltemos às críticas. Usar o tema dado como título frustra a criatividade de qualquer um. E depois, repeti muitas palavras(realidade, por exemplo), quebrando a promessa feita na sétima série(se existem tantas palavras e sinônimos, então por que repeti-las empobrecendo o texto?). Tá vendo Bush? Não saiu nem feijão com arroz; mas nesse Brasil que passa fome também de educação, espero que essa gororoba dê pra enganar o estômago dos caras que vão corrigir a redação. Eu sei que "o perfeccionismo é uma máscara e não uma meta"(Mark Baker), mas a verdade é que quanto melhor, melhormesmo(e vice-versa). Não fiquei triste, porque em compensação, minha nota nas objetivas foi aloprada demais. Até eu fiquei bolado(56/63). Mas quantas vezes eu vou ter que repetir: EU NÃO SOU GÊNIO!? Confesso, teve algumas questões que tinha uma vozinha de longe que me mostrava a resposta certa. Era Deus com certeza. Teve algumas que quando eu bati o olho me veio logo um ih!caraca!. Mas tudo é uma questão de relacionamento... Eu relia as questões algumas vezes apesar dos enunciados gigantes até criarmos uma empatia mútua. No fim, a resposta certa acabava rindo pra mim. Nas questões de cálculo, não tinha sorriso, tinha gargalhada! Quando minha cabeça via de longe o caminho da solução, eu ordenava: "corre e agarra, depois vocês se apresentam". E deu certo, graças a Deus. O que me deixou ainda mais feliz foi que em pelo menos 3 das 7 que eu errei, a resposta certa também riu pra mim, só que não foi a única e eu escolhi a boca errada. Por isso, acho que o slogan do ENEM não poderia ser mais próprio: "A vida é cheia de opções. Esteja preparado pra escolher as melhores." A prova, além de ter sido uma terapia, serviu também como consolo prévio pra nota de Português do colégio, que saiu hoje. Sinceramente, eu não sei o que houve. Até que eu sabia alguma coisa daquelas paradas do modernismo. Mas, tirando o fato de que quando a greve acabar eu vou ter que dar uma estudadinha mais firme em Português e Química, o resto tá tranquilo.
E a outra coisa boa, é que esse recanto literário está deixando de ser uma caverna... A cada dia mais pessoas ficam sabendo. Tirando a falta de privacidade que talvez me iniba um pouco, o bom é que eu posso ficar famoso, hehe.
É isso aí. A vida continua e a greve também.

terça-feira, setembro 27, 2005

O infinito de nós dois

Tudo (re)começou quando meu irmão me convidou pra passear pela floresta. Muitos amigos estavam lá, e era um lugar onde a comunicação era facilitada. Caminhando em meio às árvores que preenchiam a ambiguidade daquela selva, por acaso encontrei uma moça que tinha um rostinho familiar. Outrora princesa em um reino distante e quase sepultada no mausoléu das lembranças longínquas, ainda estava bem viva, e chamava-se agora Branca de Neve. Apesar de toda atração que provocava, era notável o fato de que tinha sofrido um acidente. Não sei se foi um tombo, uma maçã(saborosa e envenenada)ou sei lá o quê, mas os efeitos do desastre eram perceptíveis. Parecia um pouco tonta e desorientada, tanto que ao me ver julgou tratar-se de um príncipe. Na verdade, acho que isso deve ser consequência de uma sequela permanente, pois apesar de já estar bem melhor ainda não se convenceu do contrário.(Por mim tudo bem!)
Após essa aproximação tímida e discreta, o reconhecimento foi inevitável. Os laços afetivos foram aos poucos retomando e superando os antigos níveis de proximidade, mesmo tão distantes(nós e os antigos laços), despertando intenções mais profundas, pelo menos do lado de cá do rio- eu esqueci de citá-lo.(É ele que ainda nos separa temporariamente.) Mas a tentativa de ocultar meus interesses por algum tempo, foi frustrada. Logo fui intimado a depor no tribunal das relações e tive de confessar meus desejos ambiciosos. O fato de eu não ser réu primário "agravou" ainda mais a minha situação, aumentando a pena a que eu seria condenado. Condenação não é a palavra certa para tal bênção. É alguma coisa que me prende à eterna liberdade de amar. Nesse caso, então, espero prisão perpétua.
A reciprocidade é mútua, algo que nem a redundância é capaz de descrever com precisão. A maturidade infantil que nos une também é inefável. E dou "graças a Deus pelo seu dom inefável."(IICor. 9:15) As consequências estonteantes são naturais(como pode-se perceber facilmente lendo as palavras das postagens anteriores), mas causam uma sensação agradável apesar de um tanto entorpecedora. O amor e a surpresa juntos são surpreendentemente amáveis.
A necessidade metafísica da presença sensível está além do tátil. O amor é bem maior do que suas manifestações físicas. "Deus é amor."(IJo. 4:8) Agora acho que estou conhecendo-o um pouco melhor pois "aquele que não ama não conhece a Deus"(Idem).
Nosso caso me fascina tal qual o infinito. Qual o conjunto é maior: o dos números inteiros ou o dos reais? Geralmente respondem que é o dos reais, porque o dos inteiros está contido nele. Ora, não são ambos infinitos, então que história é essa de um infinito maior que o outro?*(Tá vendo, Clarinha, existem perguntas sem respostas!)Tudo isso não é fascinante? Meu amor também. Acho que é isso que diferencia os poetas(mesmo que da prosa) dos meros oradores. Se as palavras fogem dos oradores, seu trabalho está comprometido, enquanto o dos poetas vai muito além delas.
Voltando para a floresta da qual ainda não saímos, agora acho que são cabíveis aqueles meus versinhos ingênuos:
"Vi um jardim de flores
Belas rosas naquele jardim.
E de todas a mais bela
Foi aquela que olhou pra mim."
A estranheza, a anormalidade, a "literariedade", a graça, a infantilidade, a maturidade, enfim tudo é encantador no nosso caso.
Nos tempos não tão distantes do meu processo de crescimento moral, cheguei a pensar que a Clarinha pudesse estar se tornando uma personagem do meu próprio "Reino de Yr"(um pouco menos louco que o de Déborah-Nunca lhe Prometi um Jardim de Flores). Não(!), é a esquizofrenia da esquizofrenia do cotidiano trazendo-me de volta à realidade. Ela é real!
O futuro promete e o presente fascina... O passado também faz parte dessa história em construção(que óbvio!).

segunda-feira, setembro 26, 2005

Eu sei que não é normal...

Tem tanta coisa pra falar que fica até difícil. Bem... essa é a Branca de Neve. Sabe, é algo muito poético, estranho, diferente, especial, meio confuso também. Mas o amor é sempre bem-vindo.
Fora as coisas normais e apaixonadas que todos diriam nessa situação, quero dizer que estou muito feliz. Primeiro pela Clarinha e esse nosso namoro incomum. Depois pela prova do ENEM; mesmo tendo feito a redação nas pressas a prova objetiva foi muito boa!!!(56/63) E por último(eu sei que é meio nada a ver...) eu tô feliz porque agora eu entendo aquela questão 1(UFRN 2004- se Bush passar por aqui vai saber qual é, aquela da ponte). Só agora com esse romance com a Clarinha é que eu começo a entender como "Apenas Uma Ponte" pode causar uma expectativa negativa... No meu caso, é apenas uma ponte aérea, mas somada à grave, traz uma sensação de incerteza, ansiedade, impaciência, enfim pode-se chamar de expectativa negativa.
Ninguém acha essa história normal, nem eu! Mas realmente, há muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõem as vãs filosofias... Por mais diferente que pareça(e seja), a verdade é que agora eu não sou mais solteiro. É completamente louco esse negócio de nem poder dar um beijo. Mas é poético também... Sei lá, se eu não gostasse do que é louco(coisas e pessoas), certamente não faria psicologia.
As doces águas salgadas daquele mar de Sagi, agora são águas passadas. A graça e o jeito desajeitado das enfermeiras, também. A fisioterapeuta, a advogada, a arquiteta, a ecóloga, e os respectivos devaneios literários dos quais participaram, tudo já era! O sentido da vida é aprender. Nada substitui uma professora...
Então...
"Simples como uma rosa, é perfume e cor.
Sempre diz em verso e prosa, quem é seu autor.
Justo e verdadeiro é de Deus o mensageiro.
Só o amor, lança luz no meio da escuridão.
Só o amor, faz pulsar mais forte o coração.
Sua força é cativante, sua presença é tão marcante,
tudo muda por causa do amor.
Muda o ser completamente, faz revolução.
Impossível ser indiferente à inspiração.
O amor é tudo, é benigno paciente e puro.
Só o amor, lança luz no meio da escuridão.
Só o amor faz pulsar mais forte o coração.
Sua força é cativante, sua presença é tão marcante,
tudo muda por causa do amor.
Só o amor traz a união, supera toda mágoa.
Seu valor está nos atos, mais do que em palavras.
Só o amor, lança luz no meio da escuridão
Só o amor faz pusar mais forte o coração.
Sua força é cativante, sua presença é táo marcante,
tudo muda por causa do amor."
(Kátia Rocha- Coral Jovem do Rio)

terça-feira, setembro 20, 2005

Rapidinho

Passei só pra dizer que tô vivo, ainda. A caminhada foi pau! Vamos até criar a comunidade: a pé é mais longe! E pense como é longe... 40km sem fim. Cheguei morto!(isso devia ser óbvio) Não deu nem pra ir pro aulão. Ainda não falei com a Branca de Neve desde aquele domingo, portanto nenhuma novidade nesse assunto... Depois eu passo aí com mais calma e aproveito pra colocar a "crônica" da idade média(ainda tá só na cabeça).
Então tá né...
Falou então...

segunda-feira, setembro 12, 2005

"Por que existo?"

*Antes de qualquer coisa, quero dizer que a caminhada de volta pra casa ontem foi indescritivelmente aflitiva e não aflitante como havia dito. O perfeitinho acordou com a dúvida e foi consultar o pai(dos burros). O velho Aurélio respondeu que eu poderia usar aflitiva, afligente ou afligidora, mas não aflitante. Sei que isso não tem a miníma importância num blog, mas pode ser que eu case com uma professora de português, portanto, devo me cuidar! Vamos ao post.

A pergunta de hoje não é crise existencial, foi a Branca de Neve que me fez durante o nosso papo cabeça e coração ontem. Ela podia ter perguntado: "você existe?" Seria até engraçadinho...(pra não dizer que seria uma menina bobinha fazendo uma pergunta bobinha fingindo que a vida tava perfeitinha demais pra ser verdade) Mas não, ela perguntou "por que você existe?". Isso é genial! É metafísico, filosófico, religioso, transcendental, infinito... Carlos André diria "pau puro!" Tanto que fiquei boquiaberto, estupefato, maravilhado, estonteado... enfim, bolado! Não soube nem o que responder, mas tinha que falar alguma coisa, então contei a velha história da corrida(papo pra auto-estima, acho que li no Augusto Cury). Foi a rota de escape. Mas não fiquei satisfeito, a pergunta merecia uma resposta à altura. Então vim aqui .
Várias idéias me vieram à mente. Lembrei daquela noite lá pelos idos de 2001(nossa, já faz tempo!) quando eu ainda era louco pela Nathalia e durante o diálogo ela disse: "suas perguntas me afligem". Não que a pergunta da Branca de Neve tenha me causado aflição, foram só lembranças.
Pensei também em várias músicas que me ajudariam a responder... A música que o Felipe cantou na apresentação da Maria, que dizia: "Eu sei por que nasci/ foi fácil aprender, e saber por que Jesus me trouxe aqui./ Agora vou dizer/ eu sei por que nasci/ eu vim a este mundo pra servir..." Outra foi a que eu canto sempre sozinho "não há outro igual a você/ nenhum outro igual a você/ Deus o ama assim como é você./ Diante do nosso Deus/ você é muito especial/ Deus o ama assim como é você..."
Também podia ter aproveitado pra dar uma cantada com aquela música do Claudinho: "Eu não existo longe de você..."
A verdade é que se eu já tava encantado com a Branca de Neve, a pergunta me deixou caidaço!
Nem sei o que dizer. Acho até que o texto de hoje não tá sendo dos melhores porque, como diria o Rubem Alves, ostra feliz não produz pérola. Minha felicidade é simplesmente inexprimível.(exagerado, jogado aos seus pés eu sou mesmo exagerado!)
Quero fechar bem de novo, então vou citar Paulo aos Coríntios só pra lembrar que minha alegria ainda não é suficiente e completa.
"Ainda que eu fale a língua dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o sino que ressoa ou como o prato que retine. Ainda que eu tenha o dom de profecia e saiba todos os mistérios e todo o conhecimento, e tenha uma fé capaz de mover montanhas, se não tiver amor, nada serei.(...) O amor jamis acaba; mas as profecias desaparecerão, as línguas cessarão, o conhecimento passará.(...) Assim, permanecem agora estes três: a fé a esperança e o amor. O maior deles, porém, é o amor."(I Cor. 13:1,2, 8 e 13)

domingo, setembro 11, 2005

Não aguentei e vim aqui de novo...

Não queria ser mais um bobo falando de amor... Então...

Essa é mais uma edição do diário de bordo de Lucas Silva e Silva, falando diretamente do mundo da lua onde tuuuuudo pode acontecer! Eu sei que esse diário era pra ser semanal, até pra evitar o vício, mas hoje foi inevitável. Eu ia esperar até semana que vem pra dizer que aqui em Liliput tá tudo na mesma... ninguém à altura, enquanto lá na Docelândia tudo na melhor com a presença do patriarca. Mas semana que vem pode ser que não esteja tudo na mesma, e o patriarca já vai estar em Liliput de novo. Preciso muito falar da Branca de Neve...(o papo fluiu extraordinariamente fantástico hoje!) Depois de uma indescritivelmente aflitante caminhada no percurso de volta pra casa, ela ainda estava on line(estava não, está porque enquanto tô escrevendo isso o papo ainda ta rolando...) Caraca(merecia até um palavrão, mas não vou fazê-lo contrariando as expectativas de muitos, eu sou o moço bonzinho...), é muito sinistro... Concordo, existe vida após tsunami... Não que tenha ocorrido um desastre recentemente, ou talvez tenha acontecido e eu aqui do outro lado do mundo estando a ver marolas... [sei que não tô sendo nem um pouco claro, mas isso é muito bom!]Até já parei de me idiotizar por causa do lamentável desastre desastrado e estúpido causador dos bruscos ralões no rosto, joelho e barriga(foi realmente uma idéia ridícula... até agora não me entendi!).
Não sei se isso é consequência do amor batendo às portas do meu coração(devemestar cheias de teias, diga-se de passagem), mas é uma sensação bastante agradável. Eu não quero ficar fazendo considerações bobas pra depois ficar rindo de mim mesmo, contudo... como diria o saudoso hugo: "A situação tá engraçada..." Realmente, há muito mais coisas entre o céu e a terra do que supõem as vãs filosofias...
Tô morrendo de sono, mas queria fechar o dia com uma boa, então aí vai uma do Amyr, do 100 dias: "Quando se está navegando, nem sempre a menor distância é a mais rápida..."(a menor distância entre dois pontos não deixa de ser uma reta, mas torna-se uma opção mais difícil) E pra ter um impacto mais forte, eu vou usar aquela, acho que é do Fernando Pessoa: "Navegar é preciso. Viver não é preciso."
Boa Noite!

Continuando...

Na verdade a foto não foi só pra inaugurar, foi também uma homenagem à Clarinha que esses dias ressurgiu das salas mais longínquas do museu do amor...
Bem, mas eu acho que preciso falar algo de útil pros outros nessa data especial que marca a inauguração do blog. Infelizmente, essa data coincide com o aniversário do atentado às Torres Gêmeas, por isso quero manifestar minhas semi-sinceras condolências aos parentes e/ou amigos das vítimas que num dia utópico passem por aqui(semi-sinceras é uma expressão sincera!). Não é bom ver morte. Eu sei que os EUA não estão certos mas se o caminho da paz fosse a morte, desde Abel, filho de Adão, tudo estaria em paz...
Discursos políticos à parte, quero dizer que estou feliz porque Salomão calçou a chuteira e porque eu tenho conversado com a Clarinha. O parágrafo a seguir, é um complemento da apresentação lá de cima.
Quanto, ao amor, nobre arte, estou ainda no jardim da infância, ou melhor... parei na 2ª série, tentei retomar lá pela 5ª ou 6ª e quando desisti passei a viver em ciclos alternados de caça e caçador(só eu vou entender isso mesmo!).
Quero lembrar até a mim mesmo que pretendo usar metáforas pra falar da vida, mas não vai ser sem graça, prometo!


Essa foto é só pra inaugurar em grande estilo, porque eu pensei que daria uma propaganda legal. Seria um slogan tipo:
"SE VOCÊ PRECISA DE ALGUÉM QUE LHE DÊ ATENÇÃO...
EU FAÇO ISSO DESDE PEQUENO".
Todo mundo tem que saber vender seu peixe né...
Mais tarde eu volto pra colocar um texto mais criativo.
Valeu...