quem sou eu

Simples, complexo e único.
Um plano diferente de Deus.
Belo, poeta e conciso. (Prolixo quando necessário.)
Amado, amante e amigo.
Pseudo-filósofo, aspirante a psicólogo, possível escritor, futuro poliglota e, quem sabe, algo mais.
Só Pedro. Mesmo!

 

 

 

 

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quarta-feira, agosto 20, 2008

Uma Breve História do Blogueiro Eventual

Era uma vez eu, o blogueiro eventual. Numa bela quarta-feira chuvosa de 1988, quase nove meses depois de uma das mais sublimes noites de amor de meus pais, eu, essa peculiar criatura que recebeu a alcunha de Pedro, vinha ao mundo. Aos cinco anos já sabia ler e escrever razoavelmente. Aos dez sonhava em ser escritor. No intervalo entre essas idades, conheci a Clarinha – musa dos meus mais belos poemas jamais escritos -, aprendi a andar de bicicleta, a jogar futebol e a fazer conta. Aos quinze já gostava de Machado de Assis. Aos vinte de Freud. No intervalo entre essas duas outras idades, descobri a internet, com seus blogs, Orkuts e afins. Sim, eu a descobri, ainda que tardiamente em relação aos meus pares – e o fato de já haver milhões de habitantes nessa civilização virtual não me tira a honra de tê-la descoberto. (Um ilustre homônimo meu descobriu o Brasil dessa maneira – e ninguém anula seu título de descobridor por isso.)
Depois dessa descoberta - a minha, não a dele -, pensei que um blog poderia ser um caminho viável de começar a realizar minimamente o sonho dos meus dez anos. Afinal, não era preciso escrever um livro, podia-se começar com alguns bons textinhos. Assim nasceu esse blog. Ah, o blog... Esse híbrido de veículo e estilo pode acabar confundindo a criatividade dos escritores. É comum que no fim das contas se tornem meros diários – nada contra eles – onde se despeja meia dúzia de informação superficial sobre o que se fez no dia, um pseudocomentário sobre algum programa de TV e, quando muito, alguma observação sobre algum livro. Nada de muito refinado do ponto de vista literário (do meu, pelo menos). Pensar antes de escrever é coisa do passado. Aliás, escrever é coisa do passado. Hoje a gente bate nas teclas e, quando menos espera, nasceu um texto. (Isso quando não vai copiando e colando – o que é bem mais prático.)
E assim foi. Houve tarde e manhã e o primeiro post. E eu vi que ficara bom. E passou a primeira semana. Eis que era muito bom. Até que o pecado de tornar-me grande – fazer faculdade, pseudotrabalhos etc. – corrompeu meu mundo virtual. E assim, por esse e outros motivos incontáveis, o ato criador foi perdendo a sua regularidade até beirar, em eras mais recentes, a periodicidade anual. Lamentável. Eu que um dia sonhei em escritor, quando tive praticamente uma editora nas mãos – a internacionalmente reconhecida Blogspot – desperdicei a grande oportunidade. Mas, porém, contudo, todavia, entretanto, não obstante, no entanto – e quaisquer outras conjunções adversativas – o sonho ainda vive. E posso voltar aqui, ainda que o faça com insignificante freqüência, para esboçar algum escrito. (É gostoso escrever, devia fazê-lo mais vezes.)
Enfim, um pouco de literatura refina o mundo e não faz mal a ninguém. E é dessa maneira – eventualmente – que vamos sobrevivendo, eu como escritor e o blog como livro. Antes de terminar esse texto (nunca sei fazê-lo), gostaria de mandar um forte abraço às funções metalingüística, fática e expressiva. Faz tempo que não as vejo, mas é graças a vocês que posso fazer textos como este. Desejo a vocês vida longa e muitas felicidades.
Agora acabou – por hoje.

1 Comments:

Blogger Flá. Pfeil said...

o menino, blogueiro virtual, futuro escritor de quando crescer, entre um intervalo e outro não deve mesmo esquecer o seu sonho, mesmo que, eventualmente, sonhe os sonhos dos outros. Não faz mal.
Essa vida acadêmica é que às vezes me embrulha o estômago. A gente passa pelo corredor, vê tantas pessoas e não enxenga ninguém... Isso não é curioso! (como nossos colegas psicologos encarariam o "fenômeno", putz!) Acredito que se trate de um fato lamentável, que deve ser consertado de imediato. Amanhã te caço pelo "corredor de ninguém" pra elogiar pessoalmente seus textos.
até!

6:19 PM

 

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